EDITORIAL

Porto d’Ave

Manuel Freitas Costa
Parabéns Porto d’Ave. Parabéns às gentes de Taíde que contribuíram para o engrandecimento do clube. São 39 anos de amor a um emblema. E como explica Tó de Porto d’Ave, num texto publicado, há tempos, sobre o clube, foi graças ao entusiasmo de um grupo de homens da terra, que se reuniu, para assim nascer o Grupo Desportivo de Porto d’Ave.
“Foram ambiciosos na aquisição dos terrenos que, com dificuldade, lá se foram pagando e tão importantes para que se construíssem aquelas magníficas instalações. Os primeiros anos foram os mais difíceis, mas a união era tal que  todas as barreiras foram ultrapassa-das”, explica Tó de Porto d’Ave no seu texto, ressalvando que “os jogadores do Porto D’Ave passaram a ser os ídolos das crianças da escola. No recreio, quando jogávamos à bola, marcávamos golos à Guilherme e à Gito, dávamos cabeçadas à Quim Moreira, fazíamos fintas à Pião, carrinhos à Firo, passes à  Santos, caneladas à Araújo, defesas à Chico Fininho, etc.”.
É assim o Porto d’Ave, um clube com uma grande mística e com uma massa associativa vibrante. Mais uma vez, parabéns a todos os que integram a estrutura portodavense, contribuindo, dia após dia, para o  engrandecimento do clube, le-vando bem longe o nome de Taíde e do concelho da Póvoa de Lanhoso.
À margem do emblema mais representativo de Taíde, Porto d'Ave é igualmente conhecido pelo vastíssimo património que integra a Real Confraria da Nossa Senhora do Porto d'Ave. Falar de Porto d'Ave é também falar da tradicional Romaria dos Bifes e dos Melões, um dos momentos de enorme atracção turística ao concelho da Póvoa de Lanhoso, que tradicionalmente se realiza no mês de Setembro.
Estas peças todas juntas fazem de Taíde uma referência no concelho e igualmente na região minhota.

Assembleia Municipal

Isenção de IMT 
para captar investimentos

Na última Assembleia Municipal foram aprovadas duas isen-ções de IMT - Imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis, a dois projectos no concelho, como forma de captar investimento, garantindo, dessa forma, a criação de postos de trabalho. Uma dos espaços adquiridos diz respeito às antigas instalações do ISAVE, em Fontarcada, num investimento rea-lizado pela Veryflex, empresa que integra o grupo Osit, do qual faz parte a Prozis. Neste primeiro projecto, a isenção ronda os 509 mil euros. A segunda isenção, realizada pelo promotor Prowderlabs SA (Prozis), que tem o seu centro logístico em Fontarcada, representa cerca de 9 mil e 600 euros.
De acordo com dados transmitidos, o investimento da Veryflex pretende criar mais de 100 postos de trabalho.
Ambos os pontos foram aprovados por unanimidade, sendo que o líder da bancada socialista, Filipe Silva deixou o alerta para que os postos de trabalho a criar sejam ocupados por povoenses.
Avelino Silva, presidente da Câmara Municipal, relembrou a excelente relação existente entre a autarquia e os  responsáveis da Prozis, e         realçou que, em caso de igualdade, e isto no tocante ao preenchimento de postos de trabalho, os povoenses têm prevalência sobre os demais. O autarca afirmou que pretende que a Póvoa de La-nhoso seja um exemplo nesta matéria, relembrando que 90% dos pavilhões no parque industrial de Fontarcada estão completamente cheios, deixando o aviso de que “não vão deixar fugir qualquer investimento da Póvoa de La-nhoso” e que, respondendo a questões levantadas pela bancada socialista, “qualquer investimento irá ter o mesmo tratamento”.
Rui Rebelo, líder da bancada do Movimento Alternativa Independente mostrou o seu desagrado na última Assembleia Municipal, relativamente ao “escassíssimo tempo” concedido à sua bancada, apesar do “MAI ter praticamente um terço dos deputados eleitos em relação a cada uma das restantes forças políticas”.
Na sua intervenção, Rui Rebelo realçou que “o MAI é muito mais do que as suas circunstâncias políticas, mais do que os seus representantes na Assembleia, pois é um movimento cívico de resposta e esperança para as preocupações e anseios de muitos munícipes”.
Os elementos do MAI manifestaram “disponibilidade para convergir naquilo que é essencial para o bem da Póvoa de Lanhoso”.

Em 2017

Concelho ‘fugiu’ à tragédia que abateu Portugal

Até este momento, re-gistaram-se, no concelho da Póvoa de Lanhoso, um total de 181 incêndios, que consumiram 186 hectares de floresta, 291 hectares de mato e 6 hectares de área agrícola. A tudo isto, juntam-se 71 apoios a outros corpos de bombeiros do distrito e a presença nos grandes incêndios que assolaram o país, como os casos de Góis, Boticas, Alijó, Ribeira de Pena, Sertã, Alijó, Portalegre e Torre de Moncorvo, integrando os grupos de reforço distrital. Na Sertã e Alijó, marcou também presença o comandante da corporação de bombeiros povoenses, António Veloso, que comandou os grupos de reforço.
Neste ano, e como explica o comandante dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de La-nhoso, António Veloso, o pior cenário no concelho ocorreu a 15 de Outubro, num dia com condições meteorológicas adversas, com muito vento, com rajadas que chegaram a atingir os 80 Km/hora, que provocaram a rápida propagação de um incêndio que deflagrava em Louredo e estendeu-se até Ventuzela, na freguesia de S. Martinho do Campo, e Galegos, numa frente de fogo de perto de 3 quilómetros e com as chamas próximas de habitações. O dia foi de intenso combate no distrito e os bombeiros povo-enses dependeram apenas de si para parar a progressão das chamas. O incêndio próximo do Monte do Pilar foi aquele que mais meios mobilizou este ano, fruto da disponibilidade de outras corporações para ajudar no combate às chamas.
“Naturalmente que, a nível nacional foi uma tragédia, pelas mortes que houve e pelos bens afectados. A nível da Póvoa de Lanhoso, é um ano que eu posso considerar normal. Relativamente ao ano de 2016, foi muito menos traba-lhoso. O ano passado tivemos 300 ignições. Em termos da área ardida, o ano passado passou dos 1000 hectares, entre mato e floresta. Este ano, em grande parte dos incêndios conseguimos colocar quatro ou cinco carros, com um ataque inicial musculado, quase sempre com a presença de meio aéreo e os incêndios não ganharam dimensões muito grandes. O do dia 15 foi o pior”, referiu António Veloso.
No dia-a-dia dos soldados da paz povoenses, o combate a incêndios representa cerca de 7% do trabalho realizado ao longo do ano.
Com esta última aquisição e com as aquisições no ano passado, felizmente, ao nível das viaturas de incêndios tivemos uma melhoria muito grande. Mais dois carros com cabine de cinco lugares e com capacidade de água de 4 mil litros cada um e isso veio-nos enriquecer muito a frota. Já tí-nhamos uma frota considerá-vel. Já há alguns anos que essa aposta vem sido feita pela direcção da corporação”, explica o comandante dos bombei-ros, adiantando que “a nível de pré-hospitalar, com a aqui-sição da nova ambulância, podemos falar, no futuro, em substituição e não em adquirir mais pois temos viaturas que estão a chegar perto de meio milhão de quilómetros”.
“Depois, temos a parte clínica e essa sim é a que vai fazendo maior renovação pois fazemos uma média de 300 a 400 quilómetros diários e isso faz com que haja um grande desgaste”, acrescenta António Veloso.
População tem que adoptar outros procedimentos
no uso do fogo
O comandante António Veloso deixa o alerta: a população tem que adoptar outros procedimentos no uso do fogo. “As pessoas não podem usar o fogo de qualquer ma-neira, para limpar, para a queima de sobrantes”, alerta António Veloso.
“As pessoas têm que ter noção que estamos a atravessar alterações climatéricas graves e devem ser mais cautelosas a fazer a queima de sobrantes. A mentalidade de usar o fogo de qualquer maneira tem que mudar”, aconselha.

Taíde

Material furtado recuperado

Ficaram com Termo de Identidade e Residência os dois homens detidos, no passado dia 6 de Novembro, pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR da Póvoa de Lanhoso. No mesmo momento, a GNR apreendeu, na freguesia de Taíde, diverso material de jardinagem e de construção civil alegadamente furtado, bem como uma arma de caça.
No origem do processo este o furto, na noite de domingo, dia 5, de diverso material de uma residência, no lugar das Castanheira, em Travassos.
A GNR foi para o terreno e através da descrição das características dos suspeitos, os militares chegaram à identificação dos mesmos, o que permitiu realizar uma busca domiciliária.
Foram detidos dois ho-mens, um de 19 anos por suspeita da autoria do furto, residente em Travassos, e um de 49 anos por ser o alegado receptor do material furtado, residente naquela freguesia de Taíde.
Parte do material recuperado foi furtado do interior da residência de Travassos, com a GNR a prosseguir as diligências para apurar a proveniência do restante material apreendido.
Entre as apreensões contam-se quatro motosserras; três máquinas roçadoras; um tractor de jardinagem; três corta-relvas; duas máquinas de cortar madeira; dois martelos pneumáticos; um compressor; um corta-sebes e uma máquina de lavar à pressão.


S. João de Rei

Executivo não sabe 
dos documentos 
do anterior mandato

Onde estão os documentos do anterior mandato? É esta a pergunta que paira na cabeça dos novos elementos da Junta de Freguesia de S. João de Rei. A equipa de Henrique Tinoco encontrou dois computadores, que foram formatados, carimbos e selo branco, e um ou outro documento mas o grosso dos documentos que deviam estar na Junta de Freguesia estão, ao que parece, em parte incerta, aguar-dando-se que os mesmos sejam entregues na Junta de Freguesia. São vários os documentos em falta, como o caso dos alvarás relacionados com a venda de sepultura, entre outros documentos relativos à contabilidade da Junta de Freguesia.
Henrique Tinoco, o novo presidente da Junta de Freguesia de S. João de Rei, explicou ao ‘Maria da Fonte’ que receberam, do anterior presidente da Junta, uma carta a pedir informações relativas ao horário de atendimento para poder entregar os documentos do anterior mandato. A resposta a Paulo Ma-cedo seguiu por carta registada mas a mesma não chegou a ser levantada, seguindo uma segunda carta onde davam conta dos bens que encontraram na Junta de Freguesia, dando um prazo, já expirado, para que os documentos fossem devolvidos.  O prazo passou e os documentos continuam ser estar no seu devido lugar, a Junta de Freguesia, tendo sido apresentada queixa no Ministério Público. Neste novo mandato, o atendimento na Junta de Freguesia decorre  às quintas-feiras, das 19 às    20 horas, e ao domingo, das 10.30 às 12 horas.

Monsul

Jorge Amado 
anima ‘Feira de Natal’

A freguesia de Monsul prepara-se para receber mais uma edição da ‘Feira de Natal do Baixo Concelho, que decorre nos dias 16 e 17 de Dezembro.
O cantor Jorge Amado é a estrela do cartaz deste ano, numa actuação que acontece na noite de sábado, dia 16. Esta quarta edição apresenta-se, mais uma vez, como uma montra do melhor que o baixo concelho tem para oferecer a quem os visita. Aos produtos regionais, gastronomia e artesanato, junta-se a animação infantil, musical e cultural. Nesse fim-de-semana, todos os caminhos apontam para Monsul, com o certame a ganhar cada vez mais visibilidade e visitantes.

Póvoa de Lanhoso renova distinção

Autarquia 
+ Familiarmente Responsável 

A Póvoa de Lanhoso voltou a ser distinguida como ‘Autarquia + Familiarmente Responsável’, distinção essa atribuída pelo Observatório das Autarquias + Familiarmente.
“É com enorme satisfação que recebemos esta notícia.  O nosso município continua a ser reconhecido, há oito anos, como um exemplo em matéria de responsabilidade social e queremos reforçar, no futuro, a nossa intervenção nesta área. Vamos introduzir novas respostas, que irão me- lhorar a qualidade de vida dos Povoenses, em particular, dos mais desfavorecidos”. As palavras são do Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Avelino Silva, após o anúncio de que a Pó-voa de Lanhoso vai receber novamente a distinção de Autarquia + Familiarmente Responsável.
Desde 2010 a autarquia vem recebendo este galardão. No dia 29 de Novembro, vai receber, em cerimónia a realizar em Coimbra, a respectiva bandeira com palma, que é destinada às Autarquias que recebem o prémio por três ou mais anos consecutivos.
Refira-se que o município da Póvoa de Lanhoso tem apostado numa forte política transversal de apoio às famílias povoenses.

Linhas orientadoras para 2018

Misericórdia quer afirmar-se 
junto da comunidade 

A Misericórdia da Pó-voa de Lanhoso pretende, no próximo ano, afirmar a posição da instituição junto da comunidade. Este foi um dos aspectos saídos da última Assembleia Geral de Irmãos, cujos pontos da ordem de trabalhos visaram a análise e aprovação do Plano de Actividades para o exercício de 2018.
“Terminadas as comemorações do centenário do Hospital António Lopes e todas as actividades que foram dinamizadas nesse sentido, é tempo de prosseguir e afirmar a posição da Misericórdia junto da comunidade, como Instituição imprescindível e incontornável. Assim, para o ano de 2018 foram traçadas algumas linhas orientadoras que permitirão alcançar os objectivos definidos pela instituição”, refere a instituição.
Depois de concluídas as obras de remodelação e ampliação, o Hospital António Lopes é agora um projecto em crescimento e consolidação, com a Misericórdia a pretender afirmar a sua actividade no contexto local e regional.
Para 2018, a Misericórdia pretende potenciar a sua actividade aumentando a sua produção, disponibilizando novas respostas, criando novas parcerias, alargando os subsistemas de saúde dispo-níveis, procurando sempre   responder às necessidades e expectativas dos utentes. “De- correrá, assim, um investimento na área da comunicação definindo estratégias de marketing e divulgação da sua actividade. É propósito da Instituição que o serviço prestado no Hospital António Lopes seja, cada vez mais, requisitado e reconhecido como um serviço de qualidade”, explica o provedor Humberto Carneiro.
Uma das actividades a manter no próximo ano é a Procissão em Honra de Nossa senhora da da Misericórdia. A manutenção da cantina social é um dos propósitos da instituição, embora a sua continuidade esteja dependente da manutenção do protocolo com a Segurança Social e a implementação do POAPMC (Programa Operacional de Apoio aos Mais Carenciados), que visa a distribuição de alimentos para confecção diária de refeições.
“Ao nível das intervenções é objectivo da instituição melhorar as condições de trabalho e prestação de serviço na Farmácia sendo objectivo remodelar a área de atendimento de forma a tornar o espaço mais eficiente, funcional e atractivo. Espera-se também melhorar as condições  de climatização e impermeabilização do edifício NSM (Creche/Pré-escolar) e CATL”, referem ainda os responsáveis da Misericórdia.

Taíde

Moradores pedem lombas 
para a Rua de Gerzat

AAlguns moradores da Rua de Gerzat, em Taíde, mostram-se preocupados com a velocidade com que alguns automobilistas passam naquela artéria e pedem a colocação de lombas, a fim de limitar a velocidade. A zona, uma recta, é propícia ao aumento de velocidade, o que deixa os moradores preocupados, pedindo, para além das lombas, a criação de passeios e a colocação de uma passadeira para a travessia de peões. A tudo isto, deixam também um apelo aos novos elementos da Junta de Freguesia, para que a limpeza das bermas seja feita de forma mais assídua. As preocupações chegam a esta redacção também por parte dos emigrantes. Um desses casos é o de Olívia Barros, emigrada em França, e cujo pai tem ali residência. Os seus alertas estendem-se ainda à recolha do lixo doméstico e dos materiais enviados para reciclagem, pois, na época de Verão, em que a população mais do que duplica, é necessário reforçar o esvaziamento dos contentores, evitando que o lixo fique espalhado pelo chão. Esta emigrante explica que, muitas vezes, não podem levar o lixo doméstico ou o material para reciclar, como o caso das garrafas, pois os contentores estão cheios.
Aqui ficam os alertas de moradores e emigrantes a quem de direito.